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40 anos da epidemia do HIV/AIDS

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O mês de dezembro está acabando, mas não podemos deixar de falar sobre esse mês de luta e campanha no combate ao HIV/AIDS.

 

No início da década de 80, surgiam no Brasil os primeiros casos de uma doença que. até então, não se sabia o que era exatamente.

Um vírus que se transmitia de forma rápida, levando centenas de pessoas a morte em poucas semanas ou até mesmo dias.

Desde que comecei a trabalhar na pesquisa e palestras sobre o HIV, há uns 6 anos atrás, entender como os vírus funcionam sempre me fascinou pela busca de compreender e conter sua propagação.

A sua capacidade de mutação, transmissão, de parasitar uma célula oportunamente e adoecê-la, levando um organismo inteiro á falência, é uma das coisas mais complexas que já vi na minha vida.

E o mais interessante, é que cada tipo de vírus de comporta de uma forma. O HIV por exemplo, só é transmitido através de secreções, como esperma, líquido vaginal, por isso é considerado uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), além de sangue contaminado e até mesmo pelo leite materno.

Ao passo que outras doenças virais como a Covid-19 e a gripe Influenza, podem ser transmitidos pelo ar e ao mínimo contato físico. Além claro de inúmeras outras doenças virais. Esses são apenas exemplos.

Mas, voltando ao HIV, o início da sua epidemia foi extremamente difícil, com milhares de mortes, como toda doença nova que surge. A partir daí, vários estudos foram feitos, medicamentos elaborados e tratamentos testados. Tratamentos esses que até a década de 90 eram feitos por muitos comprimidos, o que tornava a adesão bem difícil, além do valor. Até que o Brasil conseguiu o acesso gratuito aos medicamentos depois de muita luta e hoje, são oferecidos pelo SUS, além dos testes e acompanhamento desses pacientes.

Hoje em dia, com métodos combinados de prevenção além da camisinha, como a PrEP (Profilaxia Pré Exposição) e a PeP (Profilaxia Pós Exposição), além de testagens acessíveis, a aprovação da Anvisa para apenas um comprimido de antirretroviral para o tratamento, melhorando a adesão e reduzindo os efeitos colaterais, muitos pacientes estão conseguindo reduzir sua carga viral a tal ponto, que ela se torna indetectável e intransmissível por via sexual, se o tratamento for seguido corretamente claro. Nos tornando exemplo no mundo no combate ao HIV.

No meu instagran eu postei exatamente o que são esses métodos de prevenção combinada e um pouco mais sobre a história do HIV no nosso país. Mas, esse breve resumo, é para mostrar que com políticas públicas eficazes, é possível combater e até mesmo erradicar doenças. O Estado de São Paulo por exemplo, já eliminou a transmissão vertical do HIV, de mãe pra filho, e o mundo caminha em direção á vacina e á cura da doença.

São 40 anos de luta, para uma melhor qualidade de vida de quem tem o vírus e, a evolução de hoje, é de se encher os olhos de alegria.

O Brasil registrou em 2020, pelo menos 32,7 mil novos casos de HIV, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, ainda temos um longo, porém, esperançoso caminho no combate ao vírus.

Então, previna-se! Se você é sexualmente ativo, faça o seu teste regular de HIV, em postos de saúde ou pelo CTA ( Centro de Testagem e Aconselhamento) que fica na rodoviária do Plano Piloto.

 

E desde já, desejo um Feliz e Seguro Natal a todos os leitores e amigos! E lembrem-se: A pandemia ainda não acabou! E muitos estados brasileiros tem enfrentado surtos da gripe Influenza, por isso, se cuidem, tomem todas as medidas de segurança, vacinem-se! Só assim iremos começar um 2022 mais tranquilo e seguir a linha do número de casos em baixa até conseguirmos controlar essa pandemia.

 

Eu sou Prof. Enf. Nádia Teixeira e temos um encontro marcado aqui na coluna Café com Saúde!

Instagram: prof.enf_nadia

 

Comece o seu dia com mais saúde e informação!

 

 

 

 

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