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Não há previsão para construção de delegacia em Águas Claras, diz PCDF

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Não há previsão para construção de delegacia em Águas Claras, diz PCDF

 

Por Pablo Giovanni  | 📷 Foto: Internet/Divulgação

27/05/2021 18:17, atualizado às 18:20 de 27/05/2021

 

Um importante instrumento de combate à violência, seja para violência contra a mulher ou ocorrências do cotidiano de cada cidade, as delegacias são unidades policiais fixas para o atendimento ao público, sob operações policiais, investigações e detenções de suspeito e presos em flagrante delito.

 

Importância da Deam

A delegada titular da Delegecia Especial de Atendimento a Mulher (Deam II), Adriana Romana, em junho do ano passado, na inauguração de uma unidade policial específica para o público feminino, em Ceilândia, afirmou a importância das delegacias de combate à violência contra a mulher.

“A denúncia é muito importante, pois muitas vezes a mulher está sendo vítima de crimes no âmbito da Lei Maria da Penha e não procura a delegacia para o registro policial, nem outros órgãos que poderiam ajudá-la nesse momento. Na maioria dos casos de feminicídio do DF, as mulheres não tinham realizado nenhum registro policial contra o agressor, e esse é um dado preocupante, pois sem conhecimento é difícil alcançar e ajudar essas mulheres, que certamente vivenciaram um ciclo de violência antes do desfecho final trágico, com sua morte”, disse. “A PCDF conta com um protocolo de atendimento, desde 2019, voltado a esse público, que orienta todo o registro policial, desde o seu início, com vistas a evitar a revitimização, principalmente por parte daqueles que devem prestar o atendimento”, concluiu a delegada.

 

Casos de agressões à mulheres recentes na cidade

Em dezembro do ano passado, uma mulher foi agredida por um motorista de aplicativo por transportar balões, na Rua 20 Norte. Segundo a vítima, os balões estavam atrapalhando a visão do motorista e, por isso, o motorista agrediu covardemente à vítima – completava aniversário no mesmo dia.

“Como eu estava levando bolo e balão, achei mais fácil ir de Uber. Quando ele chegou, eu entrei com a minha amiga. Aí, ele começou a reclamar, dizendo que não daria certo, que os balões atrapalhariam. Falou para eu colocar no porta-malas, mas eu disse que iria estourar e ele voltou a reclamar”, disse Geraldina Lúcia de Oliveira Araújo, 30 anos.

Em seguida, ela e a amiga teriam descido do carro e informado ao condutor que chamariam um novo motorista pelo aplicativo. “Depois, ele desceu e gritou: ‘Vai bater a minha porta, sua rapar$@#&? Por que você pede Uber, sua p$&@, se você não vai pagar a corrida?’”, conta.

“Aí, ele estourou o meu balão de gás hélio. Nesse momento, eu fiquei muito brava, porque eu levei uma 1h30 para ir para Taguatinga comprar e mais 1h30 para voltar, pois peguei aquela chuva toda do início do dia [07.12]. Sem contar que esses balões são muito caros. Então, eu peguei na camisa dele e falei: ‘Você está doido?’. Nisso, ele começou a me bater”, completa.

Vizinhos da região ouviram os gritos e tentaram parar as agressões e impedir que o motorista deixasse o local. O técnico de manutenção Lair Lima de Brito, 59 anos, testemunhou o momento e acompanhou Geraldina até a delegacia em seguida.

“Eu estava recebendo uma encomenda lá do lado e vi a moça saindo do prédio, com os balões. Pouco tempo depois, vi que ela saiu de um carro, fechou a porta, e o motorista desceu ao encontro dela. Aí eu ouvi a palavra ‘rapa&$@#’”, conta o vizinho.

Lair relata que outros moradores também presenciaram quando o motorista estourou o balão e deu-se início a violência. “Logo começaram as agressões, tapas e chutes, e eu já me envolvi. Retirei a moça de lá e fiquei na frente do carro para ele não sair”, diz. De acordo com o vizinho, o condutor teria ainda rasgado a própria camisa, para alegar que fora agredido por Geraldina.

“Ele deu dois tapas no rosto dela e chutou. Pegou o celular dela, talvez para ela não fazer nenhum contato, mas já estava todo mundo ligando para a polícia”, afirma. “Ela estava se defendendo, isso todo mundo viu, é fato […] Era o dia do aniversário da moça e ela foi humilhada”, completa.

 

O que diz a PCDF

Apesar da importância das delegacias nas cidades – recentemente foi aberto licitação para a nova sede da 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II – a Polícia Civil, em resposta ao contato do DFÁguasClaras, afirmou que “não tem previsão de construção de delegacia em Águas Claras”. Questionamos a PCDF sobre algum planejamento para uma construção futura na cidade, que respondeu que “no momento, sem previsão”.

Ocorrências que envolvam Águas Claras são registradas, maioria das vezes, na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga).

 

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